Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de abril de 2017

POLISSEMIA MALUCA


sábado, 13 de agosto de 2016

Universo Particular


"Uma partícula sozinha é uma particular".

(Foto: desconhecido)

Miados de agosto


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Minha musa é uma gata


Para onde foi minha inspiração?
Fugiu de mim desabalada.
Não disse adeus nem explicação
Se ainda volta, não disse nada.

Minha musa é preguiçosa
Gosta de ficar na rede
Estirada e orgulhosa
Ergue-se para saciar a sede
E retorna langorosa
Arrastando-se pela parede.

Não gosta de trabalhar
De limpar ou de servir
Gosta de estar e ficar
Mas quando peço para ajudar
Tem sempre desculpa para sair.

Faz tudo tão devagar
Sem pressa de terminar
E se o tempo é curto
Prefere nem começar
Por que, acima de tudo
Quando se perde, não sabe voltar.

Minha inspiração é uma gata
Branca, esguia e faminta
Arranha minha mente com a pata
Transmite uma ideia distinta
Às vezes é parte de mim, é inata

N’outras, é como uma espécie extinta.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mordomia



Tenho medo de sair de casa
E entrar no fluxo das avenidas
Em cada cruzamento
Olhares que se cruzam
Pessoas que esnobei no passado
E que agora invejo a felicidade
Os amigos que eu tinha para sempre
E pouco a pouco me deixaram
Eu quis vender o meu trabalho
Mas exigiram minha alma
Quis abandonar algumas coisas
Mudar os planos, as rotas, os bares
Eu que já nem bebo, nem puxo um beck
Que sigo as regras desse jogo sujo
Sabendo que só tenho a perder
Vou ao médico, leio a bula, escovo os dentes
Pago as contas, faço as compras, masco chicletes
Vou ao cinema, ao teatro e ao motel
Na igreja não vou.
E à noite rezo, porque tenho medo
De morrer e não ir para o céu. 

Pedro Paiva

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Adeus, Dolores!



A nuvem no céu cinzenta
A água de pentacores
Beijei-a, sabor de menta
Deixei a morrer de amores

Caiu doce chuva lenta
Lavou todos os calores
Encheu a fonte sedenta
Afogou sonhos e flores

Não chora amor, não lamenta
Que o tempo atenua as dores
O prazer da vida se reinventa
Basta gozar novos sabores

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Feito no escuro


A luz me derrete, me deforma
Me expõe, meus erros, minha cor
O escuro me absorve e transforma
Me regenera, alivia minha dor

A vida não começa na luz
No escuro ela é gerada
Prevendo mais do que vendo
Gosto da minha pupila dilatada

No escuro me confundo com as sombras
Sou uma sombra em movimento
Um momento de suspense
Um fantasma inventado

Na hora mais escura
Os homens se revelam
Os vampiros saem à caça
O trabalho se encerra
O carnaval então começa

Pedro Paiva

quarta-feira, 6 de março de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pé do que eu quiser

No caminho de volta pra minha casa
da minha mãe,
encontrei um pé de jaca.
Podia ser de caju,
mas era mesmo de cajá.

Arranquei com cuidado
uma pequenina folha
e me cobri inteiro com ela.
Fazia sol, mas eu tremia.
Ou será que chovia?

Como já podem imaginar,
me molhei todinho
e quando cheguei em casa
minha mãe ainda disse:
- Tu não sabes que folha de jacarandá desmancha no sol forte?  

Efeitos


E eu que já fui assim
cara cheia
Une convalescente - James Jacques Joseph Tissot
pelo curto
riso largo
desconheço
o instante exato
em que não me vi
no espelho do meu quarto
carro
escarro...
Entre os dedos longos
conto os fios que
com tanto esmero cultivei,
a tesouradas...
Deixa pra lá,
tenho outros mil.
Ombros secos,
olhos secos, 
tosse...
Com meus dedos trêmulos 
sinto sobre a pele todo o meu 
esqueleto despontando
saliente, pontiagudo.
Quando a febre passar
nem vou me lembrar.
Se escrevo este poema
é porque não quero fazer fotos.  

domingo, 20 de janeiro de 2013

Poema desconexo


Quando penso que me conheço
Finjo que sou Tempo e esqueço

O poeta escreve sem saber a quem
Acreditando sentir no peito
Uma inspiração de além

Nunca fui assim de mentir
aprendi com a vaidade
Que a melhor forma de confundir
É falar a verdade 

Há momentos na vida
Que tenho tantos afazeres
Que escolho não fazer nada
Para não perder meu tempo
Fazendo a coisa errada.

Pedro Paiva

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Passador e a Passarela


O Passador e a Passarela

Tudo passa,
Passador.
Passa o Dom,
Passa a Donzela.
Só não passa
A Passarela,
Pois és tu
Quem passas nela.

Tudo passa,
Passador.
Passa o verão
E a primavera.
Só não passa
Essa dor,
Pois não sei
A causa dela.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A pessoa que sou



O Pessoa passou,
No capacho pisou,
A porta fechou,
O sol se abriu.
O Poeta sorriu.
Que Pessoa hoje sou?
- Para moderno não estou.
A tabacaria faliu.
E Pessoa subiu
Na calçada vazia.
- Para pastor não estou.
O campo secou.
Que Pessoa hoje sou?
- Como mestre não vou.
E o Pessoa voltou
Sem saber quem partiu.
O sol se deitou,
A lua subiu,
Mais um dia findou
E nada isso me diz.
- Se penso, reflito
Não sei a que vou.
Por nenhum ter sido
Ortônimo sou. 






quinta-feira, 31 de maio de 2012

O carrossel de Deus



Vida e Morte na ponta do meu pincel,
Morte e Vida girando num carrossel!

A vida é como formiga,
A morte como elefante.
A morte é uma amiga,
A vida é um instante.

Morte e Vida na ponta do meu pincel,
Vida e Morte girando num carrossel!

A vida é como estrela,
A morte constelação.
A morte silente vela,
A vida soa em canção.

Vida e Morte na ponta do meu pincel,
Morte e Vida girando num carrossel!

À sorte de ser vivida!
À ira de não ter sorte!
Há morte no fim da vida!
Há vida após a morte(?).

terça-feira, 29 de maio de 2012

Poeminha Poesia

"Quem é criança 

não se cansa 

de saber

que pra viver

só de esperança

não tem graça.

A vida passa

e nada se alcança."

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Da Busca por ouvidos


Boa Noite, Leitores!

Sejam Bem Vindos a 2012.
O primeiro post de mais um ano tem que ser especial. Fiz um poeminha para animar a alma, depois de tanto tempo sem postar nada. Esse segundo semestre de 2011 foi particularmente difícil, acredito que não somente para mim.
Então, escrevi esse poema para explicar um pouco a minha necessidade de voltar. Nesse semestre a pessoa que melhor entendia os meus devaneios literários e os compartilhava comigo me deixou por um cabeludo e uma vida no litoral. O que me resta é desabafar aqui, para o mundo no meu mundo.



Tendo me deixado o ouvido
Que atento me escutava,
Para o litoral terá fugido
Não importou o que falava.

Muitos ouvidos agora me cercam,
Amigos de muito e de perto,
Mas poucos deles me prestam.
Tão diferentes daquele certo.

Procuro ouvidos abertos,
Cheios de questão e porquê.
Não servem aqueles repletos
De pelos e sei lá mais o quê.

Ouvidos que queiram aprender.
Anônimos, indiscretos ou invisíveis.
Ouvidos dispostos a embeber
Do meu gênio palavras incríveis.



                                   Pedro Paiva

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Poeminha poesia


Reflexão em alto mar

Ser um barco à deriva
É nao saber, ao singrar
Se navega nas ondas do céu,
Ou se naufraga nas nuvens do mar.

                                      Pedro Paiva