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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Feito no escuro


A luz me derrete, me deforma
Me expõe, meus erros, minha cor
O escuro me absorve e transforma
Me regenera, alivia minha dor

A vida não começa na luz
No escuro ela é gerada
Prevendo mais do que vendo
Gosto da minha pupila dilatada

No escuro me confundo com as sombras
Sou uma sombra em movimento
Um momento de suspense
Um fantasma inventado

Na hora mais escura
Os homens se revelam
Os vampiros saem à caça
O trabalho se encerra
O carnaval então começa

Pedro Paiva

2 comentários:

  1. simplesmente espetacular: ideias bem concebidas, verdades nunca pensadas e antes de tudo escuridão libertadora!!! parabéns...

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