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sexta-feira, 22 de junho de 2012

A pessoa que sou



O Pessoa passou,
No capacho pisou,
A porta fechou,
O sol se abriu.
O Poeta sorriu.
Que Pessoa hoje sou?
- Para moderno não estou.
A tabacaria faliu.
E Pessoa subiu
Na calçada vazia.
- Para pastor não estou.
O campo secou.
Que Pessoa hoje sou?
- Como mestre não vou.
E o Pessoa voltou
Sem saber quem partiu.
O sol se deitou,
A lua subiu,
Mais um dia findou
E nada isso me diz.
- Se penso, reflito
Não sei a que vou.
Por nenhum ter sido
Ortônimo sou. 






4 comentários:

  1. Ficou bem interessante o jogo de palavras e heterônimos!

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  2. Vlw, Martha! Obrigado por ter lido. Quando tive a inspiração do poema, imaginei-o bem diferente, mais específico, mas como sempre, o que escrevemos é muito diferente do que pensamos ou queremos escrever.

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